10/09/2013

24 horas de amor

Mais um dia não ortodoxo onde eu resolvo sair em plena segunda-feira pra colocar o papo em dia. Cerveja, obvio. Pra sair sem beber é melhor ficar em casa, não?

O interesse em extrair das mentes mais interessantes e socialmente renegadas está na disruptura do padrão. Toda quebra de padrão é um interesse real pra mim. Meu filtro de sorrisos pra um desconhecido aumenta pro seu quantitativo desconexo nessa sociedade quadrática e patética vivendo de perder a vida nos horários comerciais da vida. Afinal, que vida?

Perdem-se sonhos, ensejos e objetivos em troca de uma vida estável. O conceito de estabilidade é um contrato de mediocridade que eu não aceito compactuar. Prefiro o ostracismo das minhas idéias e ser lembrado por ter tentado, do que morrer sendo mais um do mesmo. Calma, porra! Sim, você estável, que vive o sonho americano/funcionarismo público. Parabéns pela sua estabilidade, mas isso sou eu. Prometo não invejar a sua vida supostamente perfeita, mas não venha cuspir na minha cara a sua saliva de resquícios de vida que um dia já teve na sua garganta bradante os gritos impunes de sobrevida dos teus objetivos intangíveis. Eu te entendo, faria o mesmo, mas a minha alma simplesmente não se acalma. Eu não quero me vender... ainda.

Sou instável, mutante, indigno de uma diretriz tênue e constante pro suposto final feliz. Adoraria ter esse destino, mas não sou assim. Sou daqueles que mudam de ideias a todo momento, pensante mas nunca decisivo. Não nasci pra ficar milionário, mas não nasci pra ser um qualquer. E é nessa busca que eu nunca pretendo encontrar a resposta da pergunta: "porque eu vivo a vida". Um dia de cada vez, cada dia tentando viver essa ideia de que tenho que viver cada dia como se fosse o último, mas que ainda faço planos dos erros do passado. Ainda preso no que fiz. Mas isso vai mudar... Isso tem que mudar.

A cada dia penso menos no passado e mais nas horas que me seguem e no futuro que me tem por vir. Nos dias próximos e pequenos planos pra desnutrir as minhas antigas frustrações sociais intangíveis de uma realidade que não participarei, nem nos mais otimistas dos dias. Aos poucos estou me contentando em viver o presente e o cheiro distante do futuro próximo, aquele a poucos passo de distância, aquele que eu posso tocar com os dedos e aos poucos ir apertando com as mãos e logo em seguida contra o peito.

Vou vivendo e percebendo que a vida é feita pro daqui a pouco. Que nada é tão distante que não se possa sonhar com o sabor vívido de novidade nos mais profundos sonhos de sucesso. A vida está no amanhã. Que se foda o passado e tudo de ruim. A vida é muito curta pra falar que: "a vida é muito curta".

30/08/2013

Os extremos do cordão umbilical

Fiquei inclusive sem palavras, nunca esperaria isso de mim. Foi um confronto direto, libertador, unilateral e cheio de desespero. Fui confrontado pela minha mãe de forma carinhosa e serena a respeito dos meus afazeres do dia. Depois da minha lista, o bote. Ela queria a minha presença em um "centro espiritual" para tomar um banho de sais. Atitude risível, inclusive não deu pra não gargalhar, porem, seu semblante sério diante dos meus risos distantes, me resgataram de volta pro corredor onde estávamos. Era de verdade. Uma mãe católica tendo que se submeter a esse tipo de coisa por julgar ser a última coisa como mãe que ela poderia fazer. Um grito de socorro.

Em meio a choros vazios e sem sentimentos uma avalanche de novas informações à tona.Uma mãe frustrada com seu filho, que chora diariamente diante de um um homem que jamais tivera alcançado nada na vida. Um filho sem estudos, sem diploma. Alguém que ficou pra trás no tempo, jogado, escorado na vida sem perspectiva, sem futuro, sem presente e de passado vergonhoso. Um filho que largou três faculdades, que não ficou em empregos por falta de qualificação. Um qualquer sem especialização a espera de algum desconhecido pra ajudar. Um filho que ironicamente fugiu de tantos diplomas, diplomou a própria mãe com um de incompetência.

Uma relação que já era distante por diversos motivos, ficou ainda mais longe. Um nível de frustração sem tamanho que não cabe em palavras. E o pior, um descabido de orgulho por tudo o que eu tive.

Um filho extremamente bem criado, com todas as opções e escolhas do mundo. Um mundo sempre ali, tangível ao alcance de um desejo. Uma criação diferente, fui criado pra essa geração do "ser melhor", do "se encontrar". E isso agora não me é o bastante. Um filho que na primeira faculdade só enxergou frustração, na segunda, por medo de represálias, tentou ficar até onde aguentou, mas eu fui muito bem criado pra prostituir as minhas vontades em prol dos desejos de quem quer que fosse. Numa terceira abandonei por ensejar caminhos diferentes daquele. O faltar pouco para se formar era visto por perder mais oportunidades de andar pra frente por algo que não iria me fazer diferença. Um filho que deu o melhor de si em todos os empregos, que fez diferente, foi melhor e fez o melhor. Um filho que nunca foi só mais um em nada que fez até hoje. Um filho que busca exatamente o que quer, pois a vida é muito curta pra ser perdida em qualquer outra coisa. Filho esse que apesar de todos os erros cometidos está longe de ser motivo de frustração por fazer exatamente o que foi criado para ser feito: ser feliz acima de tudo.

Não me arrependo de nada, o que não quer dizer que faria novamente. Tudo o que sou é o reflexo do que eu fui, e no final do dia eu sei que eu sou uma pessoa boa e esse é o grande legado de uma criação.

Tenho meus planos e sonhos, tenho os meus novos objetivos. Mudo meus planos como se fossem roupas, mas não pecarei pelo não ter tentado. Tentei, errei, tentarei e errarei de novo outras mil vezes. Minhas frustrações? Tenho algumas, mas não crio espaço em mim para o que não me ajuda.

Perigoso esse tipo de choque, esse desespero desenfreado, nessa tentativa de resgatar um outro que está, na verdade, são e salvo. O espelhamento da necessidade cuidadora de trazer a pessoa amada para o mesmo nível, mesmo que seja em um nível "inferior". Obvio não ser a intenção, mas é o que aconteceu.


25/07/2013

Muito do pouco não é o bastante

Muito do tudo é mais do que se precisa
Nada de muito é o choro inaudível 
Nada de pouco é o conforto do pobre
Tudo de tudo é o que generaliza
Tudo de pouco é dos que guardam
Tudo de nada é a vida dos que não sonham


14/07/2013

Grande Paulo.

Paulo era um eterno menino. Lagrimas correm só em começar seu conto no pretérito. Eterno menino... Não, ele não era um idoso efusivo, nem um adulto sonhador. Eterna criança pois aos doze anos sofreu um acidente de carro. Seus pai estava dirigindo, sua mãe no carona e Paulo, feliz da vida, brincava de contar os carros na rua, procurava padrões de cores e os redesenhava como sua mente desejasse.

Acidentes simplesmente acontecem. Por mais que seja um traço na voracidade humana, não foi possível jogar culpas por ai a fora, simplesmente aconteceu. E lá se foram duas vidas. Diria três, pois Paulo nunca mais foi o mesmo.

Desde então, Paulo, não corria, só andava. Foi na escola que os problemas ficaram mais alarmantes. Não gritava, mal falava, mal conversava, sequer os via. Não tinha mais amigos, não tinha mais vida. E desejava não ter mais vida.

Paulo cometeu suicídio aos 16 anos. Depois de muito pensar em como iria tirar a sua vida, chegou a conclusão que seria justo que seja num carro. Entrou em um e nunca mais foi visto.


Triste, né? A morte de seus pais é uma mera analogia aos sonhos de Paulo. Seus pais dirigindo sua vida e despedaçando seus sonhos, até que de repente, ele era menos que mais um na multidão. Ele era menor que os medíocres. Seu suicídio é o ponto que ele se torna um qualquer e desaparece no mar dos iguais.

Meu desejo é que a morte dos seus sonhos nunca te impeçam de sonhar novamente, por mais que pareça o fim. O fim só acaba com a aceitação de ser medíocre.


12/06/2013

Dia dos namorados? Nah...

Durante todo o ano, nas mesas dos bares, os casais vivendo na corda bamba, o que não faz de mim um destruidor de amores, mas é saudável desejar o mundo quando se está feliz. Amor só é posse quando você coloca nome no seu dildo, princesa. E hoje, num dia 12 qualquer, essa chuva de hipocrisia.

Entendo que o capitalismo tenha que se movimentar, mas e você? Pra que esse estardalhaço todo, rapaz?

Um conto rápido pra vocês:

Era uma vez um casal apaixonado, ele Rafael, ela Rafaela. Ao se apresentar, aquele sorriso de Rafaela já entregou o jogo todo, Rafael já sabia que teria uma foda certa a noite. Rafaela sem grana pra voltar da balada, e abandonada pelo amigo que paga as suas contas, juntou o útil ao agradável. "Afinal, nossos nomes... era coisa do destino!". Deu. A noite toda.

Na manhã seguinte eles ainda tinham os mesmos nomes. Quase tão recompensador quanto um café na cama nos dias de hoje. Cinco dias se passaram e eles ainda estão apaixonados como se fosse o primeiro.


****

Moral da coisa toda?
Todo dia é dia de quem está apaixonado. Parabéns pra vocês inebriados de amor, nesse dia qualquer transformado no terror dos solteiros.

No final nada importa. Felicidade vem e vai, relacionamentos acabam e começam. Paixões de um dia, paixões de 30 anos. Solteiros, namorados, casados. Pra desejar alguma coisa você precisa não ter ou querer sempre mais daquilo que já tem.

Dia dos namorados? Nah. Hoje é quarta-feira, dia 12 de junho. Pra mim, solteiro, hoje é dia de abrir uma razoável garrafa de vinho e ser feliz, na medida do possível, como em qualquer outro dia.



07/06/2013

Dona Rita

- Ai meu Deus, Nossa Senhora salvadora. Mas que absurdo é esse? - Grita Dona Rita.

Esse era também seu apelido no bairro. Uma mulher de princípios religiosos, rigorosa e pura. Pura por falta de opção, seu marido havia falecido e ela chorava todos os dias por não conseguir arrumar outro homem surdo pra lhe aturar. "Mas era o plano de Deus", vivia dizendo.

Dias de culto eram dias mais que aguardados, o pastor preenchera um espaço vago em sua vida. Nem todos os espaços, mas sempre que pensava nele preenchendo aquele espaço começava a orar por horas, mas sorrindo. Ô glória! Participava alegremente de todas as etapas, cantava, pregava, gritava "Aleluia" como se fossem vírgulas. Aquilo sim era felicidade.

O culto de hoje foi sobre amor ao próximo. Dona Rita até chorou emocionada com palavras tão doces de seu pastor. Foi pra casa possuída pelo amor divino, nada tiraria essa áurea maravilhosa. Não é que tiraram?

Foi só colocar os dois pés na rua que instintivamente num pulo voltou. Dois homens abraçados! Já tremendo de ódio pela obvia presença do Diabo: - Na rua da igreja? Uma falta de respeito. Só pode ser coisa do Diabo! - Eram só dois irmãos abraçados. - Obrigado Senhor, por transformar aqueles homossexuais em parentes. Mas foi obra do Diabo me tentando a pensar em coisas ruins!- Voltou pra igreja pra orar por mais uns bons minutos.

- O mundo está mesmo de cabeça pra baixo, tudo está no lugar errado. Porque essas pessoas insistem em ter outras religiões? Não tem medo do inferno? E ainda tem os ateus.... Bem, mesmo patamar dos que tem outras religiões, não? Mas temos que amar o próximo! Lembre-se do culto Ritinha, lembre-se! - Andando pelas ruas. - Olha o preço do tomate... Coisa do Diabo. Casal de viadinhos? Coisa do Diabo! Mulheres solteiras grávidas? Mulheres maquiadas? Álcool? Cigarros, drogas, Mc Donalds, dieta, criminosos, militantes, negros, índios, estrangeiros, pobres, ricos (não dizimistas), shopping, cinema, livros contrários a bíblia, livros que não a bíblia, médicos, cotação do euro, internet, o blog do Nilo ... - Dona Rita arfando procura uma parede divina pra recuperar o folego.

- Vou voltar pra igreja. Lá eu posso amar o próximo "de verdade" , e não perder o meu amor com esses truques do Satanás pra me desviar do caminho divino. Aleluia! - Já num passo apressado.

Agora quase correndo Dona Rita, ai meu Deus, Nossa Senhora salvadora. Mas que absurdo é esse?, atravessa a rua, usando o seu cabresto religioso, e morre atropelada.

24/05/2013

Me de licença com a sua poética, pois quero passar com a minha dor.

Dos caminhos que galguei,
das vidas que deixei,
dos planos que mudei.
Você foi a melhor dentre as provas que provei.

Milhares de olhares na multidão,
encontros, desencontros,
fadados a prantos,
perdas e cantos.
Você foi a melhor, a que nunca esquecerei

O sonho pueril,
o desejo latente,
a verdade pungente,
a inquietude crescente...
E quando não era mais você
morri.
Você foi a maior das saudades que sofri

sofrimento de um amor,
que perdido no tempo,
não se torna um momento,
mas uma constante da dor.
Dor sádica e contínua,
que me faz companhia
e me abraça, me afaga
me conforta, maltrata
me mata e se mistura na essência do viver.


21/05/2013

Assassino inescrupuloso!

Pedro era um rapaz como outro qualquer. Sempre tranquilo com todos, muito prestativo. Um amor de pessoa. Um dia, Pedro resolve matar sua vizinha, Maristelinha, uma agradável Senhora de 82 anos.

- Eu resolvo o que?

E um dia Pedro resolve matar a sua vizinha, Maristelinha...

- Super não vai no caminho dos meus princípios. Não da pra fazer isso.

Lógico que pode. Na verdade, eu posso. Posso o que eu quiser.

- Que feio... Converse comigo feito homem!
- Melhor?
- Complexo de Deus?
- Jogo de perguntas?
- Infantil de merda. Você acha que pode fazer isso com a minha vida? Invadir e violar os meus pensamentos e atitudes? - Ao terminar de perguntar Pedro já se sentia um idiota. - Oi?

Pedro não satisfeito em apaziguar a sua inquietude somente com um brutal homicídio, resolve riscar de sua lista "Coisas pra se fazer antes dos 30", praticar necrofilia.

- Pra- pra-ticar-r o que? O Sr. só pode estar de sacanagem comigo. O que eu fiz?
- É só um bloqueio criativo. Não se preocupe.
- É que nós não transamos com ela nem quando estava viva... Parece que está chateado comigo.
- Nunca! Você é ótimo...
- Ela pode pelo menos voltar a vida?
- Nó máximo uns movimentos involuntários e a temperatura ambiente.


20/05/2013

O quilo do tomate.

- Oi, licença. Aonde ficam os tomates?
- Me desculpe, mas eu não trabalho aqui.
- Sim, mas, e os tomates?
- Não sei.
- Porque não disse antes, oras? - Já um pouco descrente da vida.
- Achei que tivesse me confundindo com um funcionário aqui do mercado.
- De fato te confundi, mas com alguém que soubesse dos tomates. Mas obrigada.

Marisa visivelmente frustrada por ter usado toda a sua carga de coragem para enfrentar a timidez de falar com estranhos e foi em vão. Se flagrou pensando se realmente queria os tomates, se tudo aquilo valia a pena, se os tomates seriam algum grito de socorro de suas entranhas, se os prantos de uma vida fadada a lagrimas, quando chorando desnorteada, seriam escutados por mais alguém alem de Berenice, sua cacatua de estimação, se o sucesso da vida dependesse de atitudes mais pro-ativas, como ela iria suprir o fracasso sem dinheiro para terapia, se o fiasco da..

- Senhorita, achei os tomates!Aproveitei e peguei alguns pra você.
- O-o-obrigada.
- Molho ou salada?
- Molho.
- Faço um ótimo. Quer a receita?

Marisa e Paulo almoçaram no mesmo dia. Hoje casados e com dois filhos. Marisa chorando pela morte de Berenice, se deu conta que ainda não sabe aonde ficam os tomates no mercado. E por estar casada, não pode mais pedir informações.

16/05/2013

A busca do amor!

Piegas, né?

Mas é só pra chamar a sua atenção. Sim, a sua atenção mesmo. Você lendo isso pensando naquele chocolate. Calma. Vou resolver os seus problemas hoje! Na verdade vou te dar problemas novos, mas se pudesse ter tudo você não estaria sozinha, né? Isso foi rude, me perdoe.

A busca do amor... Deveria chamar esse texto de "em busca do alguém", ou, por que não, "em busca da omissão dos meus pais em formar um adulto autossuficiente com gana e amor próprio o bastante pra seguir a vida somando a vida de outros que só tenham a somar", mas quem precisa de voadoras antes do primeiro parágrafo?

A vida já está foda o bastante pra uma pessoa sozinha ser feliz, e qual é reflexo natural dessa pessoa? Arrumar alguém  Perfeito, agora teremos, na melhor das hipóteses, uma pessoa problemática com uma pessoa que está bem consigo. Famosa âncora carmica de um relacionamento. A longo prazo? Aquele seu casal de amigos, que um é super feliz e o outro não tira o acessório fálico do rabo pra nada nesse mundo. Então, eles. E isso na pior das hipóteses, é o homicídio seguido de suicídio. Se bem que suicídio é um tanto quanto poético, mas tudo bem, o título disso é "a busca do amor". Ótimo.

A vida é bela, se você não foi molestado pelo seu tio estivador, quando criança, ainda pode rolar aquele tão sonhado conto de fadas na sua vida. E se você foi, acho complicado do seu tio aparecer num cavalo branco, principalmente pela memória dele de que quem cavalga é você. Lembre-se, até a Julia Roberts, em Pretty Woman, era puta antes da bonança. Mesmo que a Bruna Surfistinha não esteja com o Eike Batista, cultivar esperanças até que não faz mal. Principalmente se você for uma garota de programa de verdade...

O foda dos contos de fadas é a maldita expectativa. A ignição da frustração está na matemática: "expectativa + abstração temporal = frustração com eventuais 12 gatos enquanto se lava o quintal de touca". E não se trata daquele velho "mimimi" de: "tem que ter todos os atributos e...", depois dos 18 anos essa lista diminui um item por ressaca moral. A questão é que o perfeito é o conceito mais egoísta do mundo. Simples assim.

A procura no outro, por uma necessidade falha em si, é uma tentativa frustrada de balancear a sua vida com a vida de outra pessoa no contrapeso. A vida não é uma balança, é um peso singular, um fardo que cada um carrega como desejar/conseguir. Espelhar suas virtudes nos defeitos do seu companheiro e vice-versa não vai fazer do casal um par perfeito, vai fazer de vocês um saco. Animais são dependentes, crianças são dependentes e você, seu animal, pueril, seja autossuficiente.

Parece piegas, mas é simples. A felicidade agrega. Seja feliz, curta a vida e seja bom com as pessoas. O amor está em todas as atitudes. Um dia alguém vai te valorar pelo quanto você vale, mesmo que não valha nada.

Não desista, principalmente se for alérgica a gatos.

Já pode ir lá pegar o seu chocolate, meu bem.