01/09/11
Conto de saFadas
Era uma vez, numa terra distante e mágica, onde nem todos os dias faziam sol, mas não importava muito já que piriguete não sente frio. E todos os dias a rotina se mostrava viva. Pontualmente as 8 da manhã a cidade acordava, afinal 8h era a hora que as boates estavam fechando. Todos se encontravam na rua. Os mais belos cafés e as mais virtuosas padarias. A manhã era o meu horário favorito.
Dormia-se o quanto logo terminasse o café. Sol do meio dia é desculpa de mestre de obra se bronzear. O expediente padrão começava por volta das 16h e terminava a meia noite. Apesar de puxado, haviam vários turnos. Trabalhar no comércio era algo para poucos, já que a moeda corrente é o favor sexual. Difícil é na hora de dar troco ou gorjetas, mas todos tem um excelente humor acabam levando tudo na gozação.
A o humor das fadas... Sempre no intuito de te agradar. Sempre bom ter esse tipo de prestatividade quando se está triste. Alem de tudo eram carinhosas. Sara era a minha fada preferida, gostava de ser chamada de Sarinha Fadinha, mas com a intimidade vinha também alguns apelidos, era só gritar Safadinha que ela vinha correndo. Safadinha era uma graça! Sempre com um sorriso no rosto e doida pra vender algumas coisas. Nunca vi alguém tão dedicada ao trabalho, ela sim gostava muito. Inclusive ficou satisfeitíssima quando lhe dei a ideia das empresas de compras coletivas. Ela está ansiosa pra começar esse empreendimento, voltou inclusive a malhar mesmo sem ter entendido muito bem a coisa toda...
Que cidade linda, riquíssima em belezas naturais, montanhas, praias, loiras e ruivas. O turismo é responsável por boa parte da renda. Lucrativo turismo sexual. Safadinha não gostava desse nome, pra ela não fazia muito sentido. Ela dizia:
- Existe outro tipo de turismo?
Errada ela não esta...
Beleza está nos olhos de quem vê e quem precisa ser otimista para mascarar o caos da realidade para fazer valer a pena sanar a necessidade selvagem em cada um de nós. Essa cidade está um pouco longe de cada um de nós, mas não muito longe. Até porque, mesmo as fadas morando longe, a gente consegue chegar lá quando precisa.
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